O Comediante

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Ficha Técnica

Autor: Joseph Meyer
Direção: José Wilker e Anderson Cunha
Elenco: Ary Fontoura, Angela Rebello,
Gustavo Arthiddoro e Carolina Loback
Cenógrafo: José Dias
Figurinista: Marília Carneiro
Iluminador: Maneco Quinderé
Trilha Sonora Original: Marcelo Alonso Neves
Diretora de Movimento: Marcia Rubin
Produtores Associados: Abefe e Chaim Produções

Apresentação

A comédia é a tragédia dos outros, daí o riso, daí a lágrima.

O casarão antigo é o cenário da implausibilidade humana, dos conflitos reais e imaginários, da comicidade e da tragédia do homem que para atingir seus objetivos se deixa corromper. Se os fins justificam os meios, se a busca é a realização profissional e pessoal, nossas personagens serão implacáveis para atingi-las.

É a macieira, a ‘Árvore da vida’, que testemunhará o confinamento dos indivíduos em um universo de thriller e suspense, envolto pelos olhares atentos dos retratos-fantasmas de Bette Davis, Dietrich, Marylin, Greta Garbo e Teresa, a ex-mulher de Walter Delon. No antigo casarão, o público assistirá a ascensão da glória de um passado e, a cada novo dia, o declínio de um homem solitário, cujo drama tão comum ao ser humano o fará rir e se emocionar.

Walter não está só. Eric, o inescrupuloso agente, e Norma sua fiel governanta armam para que os dias no casarão sejam mais animados e menos melancólicos com o lançamento de uma biografia. No entanto, é Júlia, a sagaz jornalista, quem convida o espectador a acompanhar o drama daquele homem, o duelo constante entre as realidades com que se deparou na última semana. Ela própria, sem demora, vai concordar que Walter é um sujeito exuberante, de uma memória ameaçadora e de um humor bastante ácido. E que para serem felizes viverão o inferno constante das próprias vaidades, o céu cinzento de uma eterna representação.

Os conflitos das personagens, contudo, não são diferentes das experiências vividas pelos sujeitos comuns e mortais, tão cheios de sonhos, de vontades, de inverdades, de alegrias e medos. A trama faz um convite para que o espectador reflita sobre o tempo, a velhice, a solidão, a vaidade, a finitude do homem e, sobretudo, a vida.

Sinopse, gênero e considerações do autor, neste link.

Análise de Paulo Ruch

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